No sentido mais estrito da palavra, a Bíblia apresenta um grupo de apóstolos que tinha uma autoridade única, irrepetível e fundamental para a Igreja. Esse grupo era composto pelos 12 discípulos originais (com Matias substituindo Judas) e pelo Apóstolo Paulo.
Para fazer parte desse grupo específico, o Novo Testamento estabelece critérios muito claros que ninguém hoje em dia consegue cumprir:
Ter sido testemunha ocular de Jesus ressuscitado: Paulo enfatiza isso em 1 Coríntios 9:1 ("Não sou livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor?") e Pedro reforça em Atos 1:21-22 ao escolher o substituto de Judas.
Ter sido comissionado diretamente por Cristo: Jesus escolheu os 12 pessoalmente, e Paulo foi chamado de forma sobrenatural no caminho de Damasco.
Operar sinais e milagres extraordinários: Conhecidos como as "credenciais do apostolado" (2 Coríntios 12:12), que serviam para autenticar a mensagem do Evangelho antes da Bíblia estar escrita.
O papel deles: A Bíblia diz em Efésios 2:20 que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas. Como um fundamento (alicerce) só se lança uma vez no início da construção, a maioria dos teólogos concorda que esse tipo de apóstolo não existe mais hoje.