A Natureza Pneumatológica do Falar em Línguas: Exegese de 1 Coríntios 14:2
“Porque o que fala em língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios.” 1 Coríntios 14:2
Quem fala em língua estranha fala a Deus, isto é, ora a Deus. Já quem fala aos homens, transmitindo uma mensagem para edificação, exortação e consolação, profetiza.
“O que fala em língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.” 1 Coríntios 14:4
As línguas estranhas eram idiomas compreendidos pelos estrangeiros que os ouviam. Quando necessário, havia interpretação para que os demais também pudessem compreender a mensagem.
Por isso, não faria sentido um brasileiro falar em uma língua desconhecida para outro brasileiro, se ambos podem se comunicar no mesmo idioma. Se o objetivo é transmitir uma mensagem às pessoas, ela deve ser compreensível; caso contrário, será necessária interpretação para que todos sejam edificados.
“Cada um os ouvia falar na sua própria língua [...] Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?”
E Atos 2:11 reforça que pessoas de diferentes povos os ouviam “falar nas nossas línguas as grandezas de Deus”.
Para a necessidade de compreensão na igreja, 1 Coríntios 14 é ainda mais importante. Paulo diz em 1 Coríntios 14:9 que, se não forem pronunciadas palavras inteligíveis, “como se entenderá o que se diz?”. Nos versículos 10-11, ele menciona as diferentes “vozes” existentes no mundo e afirma que, se não conhecer o significado daquela voz, será como estrangeiro para quem fala.
E sobre interpretação, Paulo é explícito em 1 Coríntios 14:27-28: se alguém falar em língua, deve haver intérprete; “mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja”.