O cartório civil não existia naquela época.
Na Antiguidade Bíblica (período dos Patriarcas), o casamento ocorria por meio de:
Aliança pública e bênção familiar: O compromisso era feito diante dos pais, líderes da tribo e da comunidade (testemunhas visíveis).
Transferência de dote/presentes: Selando o acordo financeiro e familiar (ex.: Eliezer levando presentes para a família de Rebeca em Gênesis 24).
Festividade e coabitação: O casal celebrava com a comunidade e passava a morar junto na mesma tenda, assumindo publicamente o status de marido e mulher perante Deus e a sociedade.
O princípio central era a publicidade do ato, a honra do compromisso e o testemunho comunitário.
4. Morar Junto sem Casar: O Entendimento das Igrejas Atualmente
A visão da maioria das denominações cristãs (Evangélicas e Católica) sobre o casal que mora junto sem registro formal desdobra-se em pontos específicos:
Visão Espiritual e Doutrinária
Fornicação / Amasiamento: Entende-se que a união conjugal exige uma aliança formal. A vida íntima antes ou fora dessa aliança pública e legal é considerada fornicação ou amasiamento no meio eclesiástico.
A Questão da Santa Ceia: Para participar da Santa Ceia (ou Eucaristia), a Bíblia exorta ao autoexame (1 Coríntios 11:28). As igrejas entendem que quem vive em desconformidade com a doutrina conjugal está em situação irregular, devendo primeiro "consertar a vida" para participar plenamente dos sacramentos.